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segunda-feira, 25 de abril de 2011

NOTA OFICIAL: O CNC DEFENDE OS DIREITOS DO PÚBLICO!

NOTA OFICIAL: O CNC DEFENDE OS DIREITOS DO PÚBLICO!



 

Mesmo que o campo de alianças no governo federal tenha permanecido após as eleições de 2010, as conjunções domésticas de poder acabaram por gerar mudanças nas pastas ministeriais e, em alguns casos, alterações na forma de condução e encaminhamento de questões específicas e com estas algumas concepções e conceitos também se alteram.
O CNC reconhece que durante as duas gestões do governo Lula, a área sócio-cultural e os agentes da diversidade cultural foram alçados à um patamar nunca antes atingido, sendo que reivindicações históricas transformaram-se em políticas públicas de cultura com amplo apoio da sociedade civil. É com essa perspectiva que o CNC apóia o governo Dilma.
Assim sendo, o CNC não toma partido – literalmente – em um suposto conflito entre os atuais ocupantes do Ministério da Cultura e os antigos gestores da pasta, nem se ocupa de polêmicas fartamente veiculadas na imprensa envolvendo ativistas culturais, profissionais da área da cultura, militantes históricos e oportunistas de plantão.
Contudo a posição do CNC não impede que seja observada com cuidado a nova forma de abordagem das questões ligadas à cultura, especialmente no que tange aos Direitos Autorais e Direitos Patrimoniais de criações culturais. O CNC é pioneiro na discussão acerca da livre circulação de bens culturais imateriais por entender que os atuais estatutos jurídicos de direitos autorais e patrimoniais não preservam os criadores, nem garantem a circulação de bens culturais e nem mesmo garantem que os resultados econômicos da exploração da criação sejam auferidos pelos autores. E aqui também adentra a discussão a respeito de um controle social efetivo e transparente em agências de arrecadação de direitos.
A atual tecnologia da informação e a emergência de uma forma produtiva que se baseia na colaboração descentralizada entre indivíduos associados informalmente, com motivações variadas e que compartilham suas criações e resultados de colaborações de forma mais livre impõe uma legislação diferenciada, diferente de uma cultura de permissão.
A produção, o acesso, o armazenamento, a distribuição, o compartilhamento, a circulação e a cópia atingiram um patamar que os estatutos jurídicos não dão conta. Pelo contrário, a legislação atual se coloca como barreira nos processos de construção do conhecimento, de educação, de acesso, de aprimoramento e inovação de criações intelectuais.
De imediato se impõe limites ao direito patrimonial, à posse comercial para que a criação cultural possa atender o interesse público e garantir o acesso mais amplo à educação e cultura dado que o acesso é a porta de entrada para o exercício dos direitos culturais, dado que bens culturais definem as relações de identidade e que devemos pensar a função social da propriedade e dos próprios intermediários que permitem que a obra circule desde que tenham proventos econômicos.
A formação de um público do audiovisual nacional se dá pela difusão do próprio audiovisual e não pela restrição ao acesso; se não há salas de cinema, se há salas mas não exibem a produção nacional, se os ingressos são caros, se a compra de dvds é inviável, se locadoras operam nos marcos do cinema holywoodiano, se a televisão aberta não exibe e a tv paga é inacessível, a interdição de espaços de exibição não comerciais atende a que interesses?
Nesse sentido, o CNC tem participado ativamente das discussões a respeito da revisão da lei brasileira da propriedade intelectual, objeto de consulta pública durante o ano de 2010.
A posição do CNC foi ratificada durante o 1º Encontro Internacional dos Direitos do Público, em Atibaia, São Paulo no ano de 2010, durante o 5º Festival Atibaia Internacional do Audiovisual (com representantes de entidades, associações e organizações culturais de Argentina, Bangladesh, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Espanha, Itália, México, Portugal, Uruguai e Venezuela).
O CNC explicita o papel do cineclubismo como promotor do exercício dos direitos humanos internacionalmente reconhecidos e refletidos na Carta de Tabor, qual seja, a garantia da plena liberdade de expressão cultural e o acesso imediato, amplo e irrestrito às obras financiadas pelo poder publico e enfatiza a divulgação e discussão dos direitos de acesso às produções culturais como direitos fundamentais do público. Posição essa que se enquadrava no contexto da consulta pública acerca da revisão da Lei dos Direitos Autorais.
O CNC se apóia no artigo 27 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que afirma “Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios”, se apóia também na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, ressalta esse aspecto em seu artigo 215 “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
O movimento cineubista representa o público, é dessa perspectiva que se relaciona com a criação audiovisual. O CNC entende que o cinema só se completa com a exibição, caso contrário não é cinema, na ausência de público a criação audiovisual nada representa e nada diz. Assim, a quem pode ferir a prática cineclubista? Atenta apenas contra a indústria do entretenimento e da cultura apropriada comercialmente (os detentores dos direitos patrimoniais.
Não há batalha contra “filmes comerciais”, “produções de alto orçamento” ou “produtores renomados” da mesma maneira em que não há luta contra “criadores culturais” ou artistas; Paolo Minuto (ex presidente da FICC, Federação Internacional de Cineclubes) já insistia que o movimento cineclubista não fala em acesso gratuito, mas livre, e essa é base da conversão do público em elemento central da cultura e da produção cultural ao ampliar ao máximo as possibilidades de uso das criações audiovisuais.
O saber possui uma gênese social, todas as idéias foram direta ou indiretamente influenciadas por pessoas, por relações sociais, pela comunidade de que faz parte o criador. Logo se a produção é comum, seu uso não comercial deve permanecer tal qual.
A legislação deveria proteger o direito do criador e impedir o perpétuo monopólio cultural de alguns poucos indivíduos, entidades e empresas. Contudo, atualmente ela representa uma contradição entre a cultura produzida socialmente e o seu acesso. O direito do autor e o copyright, da forma como estão estabelecidos, se confrontam com o direito social, da coletividade e as possibilidades de acesso à cultura proporcionadas pelo avanço tecnológico.
O CNC entende que os bens culturais imateriais são bens não rivais, minha utilização não impede a utilização de outro, pelo contrário, se outra pessoa o utiliza, o multiplica, pertence a quem o usa sem deixar de pertencer à fonte original. O autor da criação não perde quando sua obra é lida, escutada, vista; a obra intelectual não pode ser compreendida como propriedade individual, mas como trabalho coletivo.
Os cineclubes concretizam um direito fundamental, o direito ao acesso à bens culturais imateriais e o direito de participação na vida cultural; não concorrem com a exibição comercial (se não há salas de cinema quem garante o acesso?); equilibram o direito patrimonial e o interesse público; colaboram na educação cultural (ninguém faz filme sem ver filmes); e são elementos na garantia da democratização cultural (pressupõe exposição às obras artísticas).
Assim, o cineclube é um agente cultural para o exercício do direito à cultura na medida em que se coloca como espaço não comercial; democrático; não concorrencial pressupondo que o realizador é parte do público, que quem cria, cria a partir de um patrimônio cultural e que o grande mérito do criador é enriquecer o patrimônio imaterial.
O movimento cineclubista defende os direitos do público e apóia toda e qualquer política pública que tenha como base esse princípio.
A diretoria
Lauro Monteiro
Secretário Geral Adjunto CNC

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NOTA EXPLICATIVA DO CENTRO-OESTE

Nota explicativa da região Centro-Oeste lida antes da eleição da nova diretoria durante a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes em Recife.


NOTA EXPLICATIVA DO CENTRO-OESTE

A bancada cineclubista do Centro-Oeste, aqui representada por Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entende que precisa de representatividade dentro da diretoria executiva do Conselho Nacional dos Cineclubes (CNC) da próxima gestão, ocupando qualquer cargo, visto que a chapa é única e contempla todas as outras regiões do Brasil.
Entretanto, a proposta encaminhada pela chapa candidata aos representantes da região Centro-Oeste foi a de que o único espaço representativo seriam os cargos na Diretoria Regional Centro-Oeste, cargos estes que já estão assegurados por força estatutária e que, lembrando, não tem direito a quórum na Diretoria Executiva.
Entendemos que a Diretoria Regional tem exercido e exercerá grande importância na próxima gestão, porém, a questão da horizontalidade também se realiza na paridade em relação a cargos executivos que, indiscutivelmente, potencializam o movimento regional e nacional.
Diante do exposto, a bancada da região do Centro-Oeste de forma unânime decidiu retirar o apoio à chapa e as indicações para a Diretoria Regional.
Em resposta à nossa posição, a diretoria ainda nos alertou para o fato de que os cargos podem ser ocupados por qualquer pessoa de fora da região Centro-Oeste, já que não está previsto no Estatuto, e que o movimento cineclubista nacional representado pelo CNC continuará exercendo suas atividades com ou sem representantes do Centro-Oeste.
A partir de nossa posição, acreditamos em uma nova configuração em que a região Centro-Oeste, assim como todas as outras regiões, também deve existir de fato e direito; e, consequentemente, contribua para o fortalecimento e a integração entre todas as cinco regiões do país dando força ao Movimento Cineclubista Brasileiro.

Cineclube Espaço Aberto – DF
Cineclube Quintal – DF
Cineclune Xícara da Silva – GO
Cineclube Cascavel – GO
Cinema de Horror – MS
Cineclube Joel Pizzini – MS
Conselho Regional de Psicologia – MS
Cine Xin / Lions Clube de Cáceres – MT
Cineclube Pipoca Moderna – MT

CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS TEM NOVA DIRETORIA


CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS TEM NOVA DIRETORIA

Em Assembléia Geral realizada em Recife (PE), no encerramento da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes foi eleita a nova diretoria para o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.
Realizada no período de 5 a 9 de dezembro, a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes contou com a participação de 239 cineclubes em atividade em 26 estados, que além de elegerem novos dirigentes para a entidade, debateram e aprovaram as diretrizes que devem nortear a ação do movimento cineclubista brasileiro nos próximos dois anos.
O evento contou ainda com a participação de representantes das principais entidades governamentais e não governamentais do setor audiovisual, e ainda, de cineclubistas de 31 países dos cinco continentes, que vieram ao Brasil para participar da 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo e da Assembléia Geral da FICC – Federação Internacional de Cineclubes, realizadas paralelamente a Jornada.
Segundo o novo presidente do CNC, Luiz Alberto Cassol “a nova Diretoria deve dar continuidade, aprofundar e fortalecer ainda mais as ações que vêm sendo desenvolvidas pelas sucessivas diretorias que comandaram o CNC nos últimos sete anos, que, para além das metas de reorganização do movimento e reocupação dos espaços institucionais almejados inicialmente, resultaram na transformação do CNC numa das maiores e mais importantes entidades do audiovisual brasileiro na atualidade. Nossas metas continuarão sendo basicamente as mesmas, ou seja, continuaremos lutando intransigentemente pelos direitos do público e pela universalização do acesso aos bens culturais. Pelo respeito às identidades e diversidades culturais e para que o cinema e o audiovisual brasileiro ocupem de forma majoritária todas as telas e janelas existentes no Brasil.”
Cassol destacou que pretende manter e fortalecer ainda mais as parcerias do CNC com todas as demais entidades do audiovisual brasileiro, especialmente as que vêm sendo desenvolvidas com o CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, CBDC – Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural, ABD – Associação Brasileira de Documentaristas e suas seções estaduais e com o Fórum dos Festivais.
Já a Vice-Presidente do CNC, Saskia Sá destacou como metas da nova diretoria a continuidade e consolidação dos principais projetos que vêm sendo desenvolvidos pelo CNC, como o Cine+Cultura, de recuperação da memória do movimento cineclubista brasileiro e da Filmoteca Carlos Vieira.
“Daremos ainda prioridade absoluta a realização de Seminários Estaduais e Nacional sobre a questão do Cinema e do Cineclubismo na Educação e ao acompanhamento da tramitação do projeto de lei do Senador Cristóvan Buarque que trata do tema. Do ponto de vista interno, nossa prioridade será o de ajudarmos a consolidação das entidades cineclubistas estaduais já existentes e a criação de novas entidades nos estados onde ainda não existem, já que entendemos que este é o melhor caminho para a democratização e horizontalização cada vez maior do movimento e do próprio CNC”.
Dentre as propostas aprovadas pelos cineclubistas participantes da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes, além das diretrizes tiradas nos GTs que serão organizadas para a publicação dos anais da Jornada, merecem ainda especial destaque:
·         O apoio do movimento cineclubista brasileiro a proposta de mudanças na atual lei do Direito Autoral, visando o fortalecimento dos direitos do público;
·         O apoio à aprovação pelo Senado do PLC 116 (Nova Lei do Cabo);
·         O apoio as políticas públicas voltadas à federalização das ações do MinC;
·         O apoio ao projeto de Lei de Reforma da Lei Rouanet atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados;
·         O apoio ao PNBL – Plano Nacional de Banda Larga;
·         A continuidade das lutas pelo aumento da cota de tela no cinemas brasileiros e pela criação de cotas para a produção independente em todas as janelas e plataformas.
Confira abaixo a composição da nova diretoria do CNC
CHAPA NAÇÃO CINECLUBE
Diretoria Executiva:
Presidente: Luiz Alberto Cassol – Cineclube SMVC/RS
Vice-Presidente: Saskia Sá – Cineclube Abd Capixaba/ES
Secretário Geral: Gilvan Veiga Dockhorn – Cineclube Abelin Nas Nuvens/RS
Secretário Adjunto: Lauro Monteiro – Cineclube Paraty/RJ
Tesoureiro: Télcio Brezolin – Cineclube Lanterninha Aurélio/RS
Tesoureiro Adjunto: Mariza Teixeira – Cineclube Vozes Do Morro/ES
Diretor de Articulação Regional: Gê Carvalho - Cineclube Amoeda Digital/PE
Diretor de Articulação Regional Adjunto: Davy Alexandrisky  - Cine Olho/RJ
Diretor de Formação: Jorge Conceição – Cineclube Imaginário/BA
Diretor de Formação Adjunto: Isidoro Cruz Neto – Cineclube Projeto Kalu/MA
Diretor de Memória: Nélson Marques – Cineclube Natal/RN
Diretor de Memória Adjunto: Gizely Cesconetto – Cineclube Laguna/SC
Diretor de Acervo e Difusão: Bruno Nunes Cabús – Cineclube Central/ES
Diretor de Acervo e Difusão Adjunto: Carolinne Vieira  - Cineclube Gastrô/CE
Diretor de Comunicação: João Batista Pimentel Neto – Cineclube Difusão/SP
Diretor de Comunicação Adjunto: Simone Norberto – Cineclube Oca/RO
Diretorias Regionais:
Norte:
Diretor Regional: Arthur Leandro – Cineclube Rede [Aparelho] /PA
Diretor Adjunto: Juliana Machado – Cineclube Aquiry/AC
Nordeste:
Diretor Regional: Graziele Andrade Ferreira – Cineclube Npd Orlando Vieira/SE
Diretor Adjunto: Alex Nunes Barroso (Alex Fedoxx) -  Cine Molotov/CE
Centro Oeste:
Diretor Regional: Lourenço Aparecido Favari – Cineclube Crec/SP
Diretor Adjunto: Daniela Maria Teixeira – Cineclube Participação/ES
Sudeste:
Diretor Regional: Renata De Oliveira Ramos -  Cineclube Funec/MG
Diretor Adjunto: Valdecir Edson Marques – Cine Everest/SP
Sul:
Diretor Regional: Reno Luiz Caramori Filho – Cineclube Independente/SC
Diretor Adjunto: Helen Maria Psaros – Cine Guará/PR

João Baptista Pimentel Neto
Diretor de Comunicação
CNC – Conselho nacional de Cineclubes Brasileiros

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TERRA DEU, TERRA COME - Circuito Cineclubista Nacional de Estreia no mês da Consciência Negra | Terça-Feira, dia 23 Novembro | 20h | ENTRADA FRANCA

TERRA DEU, TERRA COME


ENTRADA FRANCA
Terça-Feira, 23 de novembro de 2010, às 20h
Centro Cultural Cara Vídeo, rua 83, n. 361, St. Sul, Goiânia

Terra Deu, Terra Come chega a Goiânia no mês da Consciência Negra.

Cineclube Cascavel da ABD-GO exibe nesta terça-feira, dia 23 de novembro, às 20h, o premiado documentário Terra Deu, Terra Come, de Rodrigo Siqueira. Após a sessão haverá debate com o público presente.
As exibições do filme em todo o Brasil compõem a primeira experiência de lançamento simultâneo no Brasil em circuito comercial de salas de cinema e em circuito de exibição não-comercial, composto por cineclubes em todos os Estado do país.
Segundo dados da produtora do filme, a 7Estrelo Filmes, foram distribuídas 800 cópias e as sessões deram início em outubro. Até o momento 6.412 espectadores já assistiram o documentário Terra Deu, Terra Come em 100 cineclubes, com 130 sessões. O compromisso da produtora 7Estrelo Filmes e da distribuidora VideoFilmes é fazer com que o filme chegue a quem deve chegar, que é o público brasileiro. Seja em um cinema na região da avenida Paulista, da zona sul do Rio de Janeiro, seja em um cineclube no interior do Acre, no sertão mineiro ou no pantanal.
Em Goiás, já foram realizadas sessões na cidade de Jataí no Cineclube Nelson Pereira dos Santos, e ainda era inédito em Goiânia. O Cineclube Cascavel realizará a primeira sessão pública, e gratuita, com o filme na capital.

O Filme
Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais. Com uma canequinha esmaltada, ele joga as últimas gotas de cachaça sobre o cadáver já assentado na cova: “O que você queria taí! Nós não bebeu ela não, a sua taí. Vai e não volta pra me atentar por causa disso não. Faz sua viagem em paz”.
Documentário "Terra Deu, Terra Come" vencedor do prêmio de Melhor Documentário Brasileiro no Festival É tudo Verdade 2010 será exibido terça-feira, dia 23, no Cineclube Cascavel em Goiânia

Dessa maneira acaba o sepultamento de João Batista, após 17 horas de velório, choro, riso, farra, reza, silêncios, tristeza. No cortejo, muita cantoria com os versos dos vissungos, tradição herdada da áfrica. Descendente de escravos que trabalhavam na extração de diamantes, nas Minas Gerais do tempo do Brasil Império, Pedro é um dos últimos conhecedores dos vissungos, as cantigas em dialeto banguela cantadas durante os rituais fúnebres da região, que eram muito comuns nos séculos 18 e 19.
Garimpeiro de muita sorte, Pedro já encontrou diamantes de tesouros enterrados pelos antigos escravos, na região de Diamantina. Mas, o primeiro diamante que encontrou, há 70 anos, o tio com quem trabalhava o enterrou e morreu sem dizer onde. Depois disso, vive sempre em uma sinuca: para reencontrar o diamante só se invocar a alma de seu tio João dos Santos. “É um diamante e tanto, você precisa ver que botão de mágoa.” Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro: João Batista tinha pacto com o Diabo?; O Diabo existe?; estamos sozinhos, ou as almas também estão entre nós?; como Deus inventou a Morte?
A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, uma auto-mise-en-scène instigante. No filme, não se sabe o que é fato e o que é representação, o que é verdade e o que é um conto, documentário ou ficção, o que é cinema e o que é vida, o que é africano e o que é mineiro, brasileiro. 
TERRA DEU TERRA COME foi vencedor do prêmio de Melhor Documentário Brasileiro no É Tudo Verdade 2010 - 15º Festival Internacional de Documentários, realizado em São Paulo. O filme também ganhou o prêmio de Melhor Filme de Longa-Metragem na Mostra Panorâmica do 38º Festival de Cinema de Gramado – 2010, o mais importante festival de cinema do Brasil. Terra Deu, Terra Come segue carreira internacional selecionado para o Leipzig Festival for Documentary and Animated Film - DOK Leipzig, que será realizado entre 18 e 24 de outubro. O festival, que acontece na cidade alemã Leipzig, é um dos mais importantes da Europa que se dedicam ao cinema documental.
            Abaixo alguns comentários de importantes documentaristas brasileiros sobre Terra Deu, Terra Come:
"Terra Deu, Terra Come é extraordinário" Eduardo Coutinho
"Terra Deu, Terra Come é uma trapaça maravilhosa" João Moreira Salles
"Terra Deu, Terra Come elabora linguagem sofisticada, estabelecendo um novo patamar para o cinema que procura desvendar os mistérios do mundo" Eduardo Escorel

Sinopse, prêmios e comentários retirados do site do filme: http://terradeuterracome.com.br/

PROGRAMAÇÃO
DIA 23/11 – TERRA DEU, TERRA COME
Circuito Cineclubista Nacional de Estreia no mês da Consciência Negra
Terça-Feira 20h
Terra Deu, Terra Come | Rodrigo Siqueira, Doc., MG/SP, Brasil, 2010, 89 min.
Terra deu, Terra Come” narra a história de Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, que comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, morto aos 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais. Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro. A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, uma auto “mise-en-scène” instigante.
Pedro de Almeida, personagem de "Terra Deu, Terra Come". Documentário é lançado em circuito comercial e não-comercial em todo o Brasil


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ENTRADA FRANCA
Terça-Feira, 23 de novembro de 2010, às 20h
Centro Cultural Cara Vídeo, rua 83, n. 361, St. Sul, Goiânia
Debate com o público após a sessão

Realização - ABD-GO
Parceria - CARAVÍDEO
Apoio - ABD Nacional, Conselho Nacional de Cineclubes, Cine Mais Cultura, Secretaria do Audiovisual/MinC
Siga no twitter: @cinecascavel

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PRÉ-ESTRÉIA EM GOIÂNIA DE UTOPIA E BARBÁRIE E DEBATE COM SÍLVIO TENDLER - DIA 11/11


UTOPIA E BARBÁRIE


Não existirão filmes de guerra enquanto não houver o cheiro no cinema.”
Chris Marker

“Utopia e Barbárie” é o novo documentário em longa-metragem do cineasta Silvio Tendler. Silvio trabalhou durante dezenove anos na elaboração deste filme. Durante estes anos fez uma minuciosa pesquisa; entrevistou filósofos, teatrólogos, cineastas, escritores, jornalistas, militantes, historiadores e economistas e viajou o mundo para entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a Utopia e a Barbárie.
O filme é um road movie histórico: para reconstruir o mundo a partir da II Guerra Mundial, passa pela Itália, EUA, Brasil, Vietnam, Cuba, Uruguai, Chile, entre outros países. Em cada um desses lugares, documenta os protagonistas da história. Tão importante quanto o tema é o olhar do autor. Este olhar foi se construindo a partir da elaboração do filme.
Por isso, buscou a reconstrução da história de maneira não partidarizada. Ouviu diferentes personagens com abordagens distintas. Juntos compõem um rico painel de nossa época.
O filme é narrado por Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir Haddad e a trilha sonora foi especialmente composta pelo grupo Cabruêra, Caíque Botkay,  BNegão e Marcelo Yuka.

Entrevistados:
  • Álvaro Caldas, jornalista.
  • Amira Hass, jornalista e escritora.
  • Amir Haddad, dramaturgo.
  • Amos Gitai, cineasta.
  • Ahlan Abu Alnaj, aluno árabe.
  • André Herich, cineasta.
  • Augusto Boal, dramaturgo.
  • Avital Bem Ishay, professora.
  • Bernardo Kucinski, irmão de Ana Rosa Kucinski.
  • Bruno Muel, cineasta.
  • Cacá Diegues, cineasta.
  • Carlos Chagas, jornalista.
  • Denys Arcand, cineasta canadense.
  • Dilma Rousseff, economista.
  • Eduardo Galeano, escritor e jornalista.
  • Evandro Teixeira,  fotojornalista.
  • Faride Zeran, jornaista chilena.
  • Fernando Solanas, cineasta.
  • Ferreira Gullar, poeta.
  • Francesco Rosi, cineasta.
  • Franklin Martins, jornalista.
  • General Giap, estrategista do exército vietnamita.
  • Gianni Vattimo, filósofo.
  • Gillo Pontecorvo, cineasta.
  • Hugo Arévalo, cineasta chileno.
  • Ivan Izquierdo, biólogo.
  • Jacob Gorender, historiador.
  • Jair Krisker, ativista dos direitos humanos.
  • Jean Chesneaux, historiador.
  • Jean Marc Salmon, professor e escritor.
  • Juliano Mer Khamis, diretor do Freedom Theater.
  • Leonardo Boff, teólogo.
  • Leandro Konder, filósofo.
  • Luis Carlos Maciel, jornalista e escritor.
  • Macarena Gelman, filha de desaparecidos políticos.
  • Marceline Loridan, cineasta.
  • Maria do Carmo, socióloga.
  • Marlene França, cineasta e atriz.
  • Martin Almada, ativista dos direitos humanos.
  • Mauro Santayana, jornalista.
  • Michael Stivelman, sobrevivente do holocausto.
  • Moacyr Félix, poeta e escritor.
  • Mohamed Alatar, cineasta palestino.
  • Muneer Shaban, prisioneiro durante seis anos.
  • Nahum Mandel, um dos fundadores do kibutz Gaash.
  • Naisandy Barret, filha de Soledad Barret e José Maria de Araujo.
  • Ottoni Fernandes Jr., jornalista.
  • Patrícia Bravo, jornalista chilena.
  • René Scherer, ex-ativista do Fhar.
  • Roberto Retamar, escritor.
  • Roger Rodrigues, jornalista uruguaio.
  • Rose Nogueira, jornalista.
  • Samuel Blixen, ex-militante tupamaro.
  • Sérgio Santeiro, cineasta.
  • Shin Pei, documentarista.
  • Shizuo Ozawa, jornalista.
  • Susan Sontag, escritora.
  • Takao Amano, juiz do trabalho.
  • Uri Avnery, líder pacifista israelense.
  • Vu Khoan, vice-primeiro ministro vietnamita.
  • Xuon Phuong, marchand.
  • Yael Lerer, tradutora de livros árabes.
  • Zacharia Zubeidi, líder da brigada de mártires de Al-Aqsa
  • Zé Celso Martinez, diretor, autor e ator teatral.

"Utopia e barbárie" é uma revisão nos eventos políticos e econômicos que elevaram ao extremo, ao risco e até à desaparição dos sonhos de igualdade, de justiça e de harmonia. Sonhos que balizaram o século XX e inauguram o século XXI.
Nas telas, o documentarista Silvio Tendler trafega por alguns dos episódios mais polêmicos dos últimos séculos. O diretor passa em revista a Revolução de Outubro, o Holocausto, a queda do Muro de Berlim e a explosão do neoliberalismo mais canibal que a História já conheceu. 
Silvio Tendler é o documentarista com as maiores bilheterias de cinema documentário e detentor de vários prêmios. Com “O Mundo Mágico dos Trapalhões” fez um milhão e oitocentos mil espectadores, com “Jango”, um milhão de espectadores, “Os Anos JK” atingiu oitocentos mil pagantes e seu último longa-metragem, “Encontro com Milton Santos” ficou entre os dez documentários mais vistos do ano de 2007. Seu filme sobre o cineasta Glauber Rocha, “Glauber o filme, Labirinto do Brasil”, foi selecionado para a mostra oficial do Festival de Cannes. Tem, dentre vários outros prêmios, quatro Margaridas de Prata (prêmio dado pela CNBB), seis kikitos (prêmio concedido pelo Festival de Gramado) e dois Candangos (Festival de Brasília).            

Impressões sobre o filme:
CONFESSO QUE VI E OUVI
POR FERNANDO BELENS
O judeu tem o deserto, o povo de santo tem o resguardo, o cristão tem o pecado, e a imagem na retina está invertida.
Eu estava no Paraná, no Festival de Cinema, em que aconteceu um momento que talvez não se repita jamais, o momento-tempo mágico, entre a exibição do filme “Utopia e Barbárie” e a premiação de Silvio Tendler como melhor diretor do Festival. Sim eu estava lá, me perdoem os que não foram.
Havia uma ninfa que preparou o rito: Íttala Havia Eros e um homem sábio: Cláudio. Havia um condutor de locomotivas: Severo e uma mulher que não pára: Rosário. E filmes, muitos filmes e uma tribo de amantes e amigos.
É preciso olhar para o Sul, para a terra das araucárias. Naquele espaço onde São Paulo desiste e o Rio Grande inexiste, se constrói algo profundamente delicado, como uma Faca N’água, como um Corisco no céu diurno.
O FESTIVAL DE CINEMA DO PARANÁ PREMIA COM O MAIOR VALOR (vírgula),  O DIRETOR (ponto).
Eu sabia, acho que  quase todos sabiam, que o premio era antes de mil anos atrás, de Silvio. Não por acordos secretos, arranjos ou falcatruas. Sabíamos, com o mesmo instinto que leva o cão a saber nadar, muito antes de conhecer a água. Sabíamos como sabemos que estamos apaixonados, mesmo que a outra ou outro ainda não saiba. Sabíamos que poderia e deveria acontecer o ponto mais alto de uma proposta tão especial, - A VALORIZAÇÃO DO AUTOR-. Aquele era o Festival onde o Filho de Xangô deveria vencer; vencer por ter moldado com ferro, fogo e desejo, um filme-painel que jamais será esquecido.
SILVIO VENCEU POR TODOS NÓS: SÍSIFOS-DIRETORES, que carregam até à mais alta montanha nossas latas de imagens, para na manhã seguinte vê-las de novo no sopé.
Silvio é nosso Pajé, corpo de ancião e o olhar de criança, ele sabe que não se ganha sozinho esse jogo duro, de enfrentar o dragão e fazer prevalecer a delicadeza.
Era necessário que também lá estivesse um francês que até tentou falar em portunhol, uma jovem que lia nas cartas e o sabor de todas as cores.
SILVIO TENDLER LEVOU DEZENOVE ANOS PARA REALIZAR  “UTOPIA E BARBÁRIE”.
Quando eu ouvi que Silvio ia partir antes da sessão de premiação, quase que entrei em pânico e perguntei: Mas quem vai receber o prêmio que todos sabemos, o único que todos sabemos? Ele riu e voltou. Ele também sabia, precisava completar sua estupenda bruxaria, disfarçada de tecnologia. Precisava fechar o anel aberto no primeiro dia e que iluminou todo o festival, pairando sobre Curitiba com a força de um ancestral. (perdoe-me a rima pobre, mas às vezes a métrica não pode).
Nunca saberemos a totalidade dos signos que formam o corpo de “Utopia e Barbárie”, o filme é um grande camaleão que a cada aproximação muda de cor e revela o que não havíamos visto antes e antes, ele é como um grande  painel, tão grande que de longe só podemos ver o conjunto e perto somente os detalhes; é um filme para várias visitas.
Declaro minha incompetência para naquela sessão, apreender muita coisa além do êxtase: Estava com a mente iluminada e o coração em frangalhos, com algo muito maior, que era Íttala, Silvio, o Prêmio, todas as premonições e um leve bater de asas de borboleta.
Eu vi e vivi aquele momento perfeito, que talvez não volte jamais. Por isso, falamos e pensamos tanto: “Glauber, Navarro, Pasolini, Furtado, Santiago, Zapata, Felini, Mia, Amado, Guido, Chiquinho, Meteorango, Montenegro, Leon, João, Luciano, Misael, Dina, Minotauro, Lacerda, Brando, Pedro, Ruy e outros tantos, tantos...”
             É PRECISO DESAPARELHAR O OLHAR E VER O QUE ACONTECE LÁ NAS TERRAS DO RIO PARANÁ.
Belens
pobre poesia e pura emoção
                                                     (Ação!) bahia, 12.10.09

Por Risomar Fasanaro

Aplaudido de pé por mais de cinco minutos, o cineasta Silvio Tendler estava ali, diante de um auditório lotado no Espaço Unibanco, recebendo a resposta do público ao seu trabalho Utopia & Barbárie, seu filme mais recente, na 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
O filme dedicado a algumas pessoas, mas especialmente a Ernesto, filho de sua filha Ana Rosa, recebeu o prêmio Araucária de Ouro de melhor edição e de melhor filme na 4ª edição do Festival Brasileiro Latino de Cinema do Paraná.
Os olhos de menino de Silvio brilhavam mais naquela noite e a emoção lhe embarga um pouco a voz ao responder às perguntas do público. Um público que por duas horas assistiu ao seu filme no mais absoluto silêncio, cortado algumas vezes por um ou outro soluço contido, ou por risos. Quando cheguei, o vi de longe, sentado tranquilamente com dois amigos na lanchonete do Espaço Unibanco. Temi me aproximar e interromper a conversa. Logo depois alguns fãs e amigos se aproximam. Alguém pergunta se ele está nervoso, e ele confirma. Como se não fosse um veterano premiado tantas vezes. Assim é Silvio Tendler. Não assume nunca a pose de Estrela. Pelo contrário, é de uma doçura que o torna irresistível; atende a todos com a maior atenção. Tem uma palavra de carinho para cada um, e ali, naquele Espaço, constatamos o quanto é amado e respeitado pelos amantes de cinema. Depois, na sala escura realizo uma viagem no tempo. Alguém gira a manivela de uma caixinha de música e dela extrai os primeiros acordes de “A Internacional”. São mãos de quem trabalha, de quem tem uma historia. As imagens de um coração que estremece no compasso da barbárie e suspira no ritmo da utopia invadem a tela. É o coração apaixonado de Silvio Tendler a bater 24 vezes por segundo. E são essas imagens fortes que nos introduzem para o que é Utopia & Barbárie: um registro dos principais acontecimentos do século XX pinçados com a sensibilidade deste que é um dos nossos maiores cineastas. Este homem com sorriso e olhos de menino tenta acertar os ponteiros de um relógio implacável a marcar o caminho do homem sobre a terra. E ao mesmo tempo que nos horroriza com as barbáries, nos seduz com as utopias. Utopia e Barbárie, Utopia e Barbárie, utopia e Barb... Sonho e realidade se intercalam em um mundo esfacelado por guerras, destruição, escombros, mas onde os sonhos rompem fronteiras, emergem e se instalam na alma da gente. Em alguns momentos nossa visão se tolda com o acúmulo de tragédias: queda de Allende, a voz carrega emoção de um homem do povo no enterro de Neruda, declamando um de seus poemas. O peito se fecha com a visão de uma América Latina que sangra em descompasso com as imagens. Os sonhos morrem com a tragédia do Araguaia, mas renascem com a festa no enterro de Pinochet e o movimento pelas Diretas Já. O peito se oprime com a queda do Muro de Berlim, com a tragédia das torres gêmeas, mas a alegria volta com a eleição de um índio, de um operário, de um negro. Utopias? Utopia e Barbárie construído ao longo de 19 anos nos lembra a lição dos rios que pacientemente transforma pedras brutas em seixos. As palavras de Eduardo Galeano nos soam como um chamado à luta por um mundo de paz. A esperança rasga o cenário, rompe os muros e a alma da gente entra em festa, volta a acreditar. O coração volta a bater ao som dos últimos acordes da Internacional e saímos do cinema ainda com as palavras do roteiro de Silvio que nos propõe a certeza de que é impossível viver sem utopias. Que é a esperança que nos move a cada manhã. Que é ela que nos leva a crer que haverá um dia em que todas as fronteiras serão derrubadas, e os mares unirão os continentes, em vez de separá-los. É a espera deste dia que nos move a cada manhã.


DIA 11/11 – LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO UTOPIA E BARBÁRIE DE SÍLVIO TENDLER
Debate com o Diretor Sílvio Tendler e o Prof. Dr. Rafael Saddi. Mediação de Lisandro Nogueira
Quinta-Feira, 20h
Utopia e Barbárie | Sílvio Tendler, Doc., Brasil, 2010, 120 min.
ENTRADA FRANCA
Classificação: Livre
Endereço: Cinema Lumiére, Shopping Bougainville, Rua 9, n. 1855, st. Marista, Goiânia 

www.utopiaebarbarie.com.br